sábado, 31 de dezembro de 2011

Monstruário

Era o Palhaço Mórbido, com sua maquiagem borrada.
Que de noite habitava a fumaça do cigarro na solidão de sua morada
Ao amanhecer a alegria também não o chamava
Por fora sorria, mas por dentro chorava.


Ainda que pudesse sugar para si o sorriso de cada criança
Continuaria fadado a viver sem nenhuma esperança.
Suas palhaçadas sem graça
Só traduziam uma mente afundada em desgraça


Não desejava ser rico, muito menos doutor
Só desejava pra si, um momento sem dor
E ainda que sem nem um sorriso na face
Sonhava com o momento de andar sem disfarce.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Música Knife do Rockwell

Bom, essa é a minha interpretação de uma música muito antiga que eu gosto muito. Eu decidi gravá-la com a minha voz e compartilhar aqui com vocês...Bem..o final tá meio tosco, mas é válido!!!!


A pintura é de Natane Pereira.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Idéias de Vitrine

É na vitrine das idéias que a alma fica exposta
A cabeça esvazia
A intimidade fica à mostra.

E em cada linha paralela
Num joguinho de palavras
O que era segredo se revela

É num passar desinformado
Que o transeunte se encontra
E o pensamento é indagado

Grita lá de dentro e vira inquietude
O “eu” vira o “outro”
E a personalidade se confunde!

Estamos abertos quando há sentimento
Não se paga para olhar
Mas podemos fechar a qualquer momento.