sábado, 31 de dezembro de 2011

Monstruário

Era o Palhaço Mórbido, com sua maquiagem borrada.
Que de noite habitava a fumaça do cigarro na solidão de sua morada
Ao amanhecer a alegria também não o chamava
Por fora sorria, mas por dentro chorava.


Ainda que pudesse sugar para si o sorriso de cada criança
Continuaria fadado a viver sem nenhuma esperança.
Suas palhaçadas sem graça
Só traduziam uma mente afundada em desgraça


Não desejava ser rico, muito menos doutor
Só desejava pra si, um momento sem dor
E ainda que sem nem um sorriso na face
Sonhava com o momento de andar sem disfarce.

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